terça-feira, 13 de novembro de 2012

trabalho editado : os diversos tipos de microscopia Juliana Coelho ,Diego e Gilton mendes



 Microscopia Eletrônica de Varredura 

A principal função de qualquer microscópio é tornar visível ao olho humano  o que for muito pequeno para tal. A forma mais antiga e usual é a lupa seguida do microscópio óptico, que ilumina o objeto com luz visível ou luz ultravioleta. O limite máximo de resolução dos microscópios ópticos é estabelecido pelos efeitos de difração devido ao comprimento de onda da radiação incidente. Os microscópios ópticos convencionais ficam,então, limitados a um aumento máximo de 2000 vezes, porque acima deste valor, detalhes menores são imperceptíveis.
Para aumentar a resolução pode-se utilizar uma radiação com comprimento de onda menor que a luz visível como fonte de iluminação do objeto. Além disso, a profundidade de campo é inversamente proporcional aos aumentos, sendo necessário, então, um polimento perfeito da superfície a ser observada, o que às vezes é incompatível com a observação desejada.
 O microscópio eletrônico de varredura (MEV) é um equipamento capaz de produzir imagens de alta ampliação (até 300.000 x) e resolução. As imagens fornecidas pelo MEV possuem um caráter virtual, pois o que é visualizado no monitor do aparelho é a transcodificação da energia emitida pelos elétrons, ao contrário da radiação de luz a qual estamos habitualmente acostumados.
 O princípio de funcionamento do MEV
 consiste na emissão de feixes de elétrons por um filamento capilar de tungstênio (eletrodo negativo), mediante a aplicação de uma diferença de potencial que pode variar de 0,5 a 30 KV. Essa variação de voltagem permite a variação da aceleração dos elétrons, e também provoca o aquecimento do filamento. A parte positiva em relação ao filamento do microscópio (eletrodo positivo) atrai fortemente os elétrons gerados, resultando numa aceleração em direção ao eletrodo positivo. A correção do percurso dos feixes é realizada pelas lentes condensadoras que alinham os feixes em direção à abertura da objetiva. A objetiva ajusta o foco dos feixes de elétrons antes dos elétrons atingirem a amostra analisada. Este parelho  pode fornecer rapidamente informações sobre a morfologia e identificação de elementos químicos de uma amostra sólida. Sua utilização é comum em biologia, odontologia, farmácia, engenharia, química, metalurgia, física,medicina e geologia.
Outra característica importante do MEV é a aparência tridimensional da imagem das amostras, resultado direto da grande profundidade de campo. Permite, também, o exame em pequenos aumentos e com grande profundidade de foco, o que é extremamente útil, pois a imagem eletrônica complementa a informação dada pela imagem óptica.
A imagem formada a partir do sinal captado na varredura eletrônica de uma
superfície pode apresentar diferentes características, uma vez que a imagem resulta da amplificação de um sinal obtido de uma interação entre o feixe eletrônico e o material.



elementos celulares do sangue

figura 1 :Fotógrafos Bruce Wetzel/Harry Schaefer Instituto Nacional do Câncer 


MICROSCOPIA DE LUZ

Desde a invenção do microscópio por volta de 1590, houve uma ampliação dos conhecimentos de biologia básica, pesquisa biomédica, diagnósticos médicos e ciência dos materiais. Os microscópios de luz podem ampliar objetos em até 1000 vezes e revelar detalhes mínimos. A tecnologia da microscopia de luz evoluiu muito desde os microscópios de Robert Hooke e Antoni van Leeuwenhoek. Técnicas especiais e ópticas foram desenvolvidas para revelar as estruturas e a bioquímica da vida nas células. Os microscópios entraram na era digital usando dispositivos acoplados de carga acoplada (CCDs) e câmeras digitais para capturar imagens. Apesar disso, os princípios básicos dos modelos mais avançados são muito parecidos com os dos microscópios mais simples usados nas aulas de biologia.

No microscópio de luz, as preparações coradas são examinadas por iluminação que atravessa o espécime. O microscópio é composto por partes mecânicas e ópticas. O componente óptico tem três lentes: condensadora, objetivas e oculares. O condensador concentra a luz de uma lâmpada e projeta um feixe luminoso sobre o espécime. A objetiva recebe a luz que atravessou o espécime e projeta uma imagem aumentada do objeto em direção a ocular, que novamente amplia a imagem e a projeta na retina, em uma tela, em uma câmera fotográfica ou em um detector eletrônico. No caso das imagens projetadas na retina, a ampliação total é calculada multiplicando-se o aumento da objetiva pelo aumento da ocular.




Figura 2. Granuloma laríngeo. Em a e em b observa-se intenso infiltrado de células inflamatórias na lâmina própria bem como proliferação de pequenos vasos (Microscopia de luz, HE- a-40X; b-80X).




O Microscópio Eletrônico de Transmissão (MET)


  O MET possui sistemas de iluminação e vácuo que produz feixes de elétrons de alta energia (energia cinética), que ao incidir sobre uma amostra de tecido ultrafina (na espessura de nanométro*), fornece imagens planas, imensamente ampliadas, possuindo a capacidade de aumento útil de até um milhão de vezes e assim permitindo a visibilização de moléculas orgânicas, como o DNA, RNA, algumas proteínas, etc.  O sistema de vácuo remove o ar e outras moléculas de gás da coluna do microscópio, evitando assim que ocorra erosão do filamento e propiciando a formação de uma imagem com excelente qualidade e contraste.  A imagem é projetada em um anteparo fluorescente, que poderá ser redirecionada para uma chapa fotográfica para registro, ou ainda a imagem pode ser captada por um sistema computadorizado de captação de imagens e armazenada em CD-Rom para futura análise.
        Grande parte dos átomos das estruturas celulares tem baixo número atômico e muito pouco contribui para a formação da imagem.  O emprego de substâncias que contêm átomos pesados, como ósmio, chumbo e urânio permitem obter um contraste entre as estruturas celulares, contribuindo para uma melhor imagem.  Então, por fim, a imagem é também uma resultante da absorção diferenciada de elétrons por diversas regiões da amostra, seja por variação de espessura, seja por interação com átomos de maior ou menor número atômico.


Figura 4. Superfície epitelial do granuloma laríngeo com alargamento das junções intercelulares, alterando a estrutura dos desmossomos (Microscopia eletrônica de transmissão, 1.550X).



Principal aplicabilidade:

  Análises morfológicas, caracterização de precipitados e determinação de parâmetros de rede.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Histologia básica. 11ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008


Grupo: 
Gilton Mendes
Juliana Coelho e 
Diego

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Trabalho de Campo - FASASETE- Juliana Coelho e Andre Sales




1º Trabalho de Campo - 2º Período – Engenharia Ambiental -

FASASETE



Realizado  no Parque da Cascata   –   Serra Santa Helena-Sete Lagoas/MG  dia 27/10/2012 

Orientado pelo professor: Ramon Lamar 

Dupla: Juliana Coelho e Andre Sales

Fotos tiradas no trabalho de campo do dia 27/102012  na Serra Santa Helena com a supervisão do Professor Ramon Lamar . 



Embaúba   gênero Cecropia pachystachya

Os galhos compridos, crescem paralelamente ao solo, porém levemente inclinados para cima. Suas folhas, grandes, encontram-se aglomeradas nas extremidades dos galhos.As formigas vivem sobre essas árvores. Podem ser encontrados na parte superior dos nós dos galhos, nos orifícios que são os buracos das formigas. Essa simbiose de formigas e embaúba é conhecida desde os tempos antigos, de tal forma que no Japão essa árvore já foi chamada "arinosu-no-ki'- árvore de ninho de formiga.
Foto: Juliana Coelho/outubro 2012

Bromélia


Da família da Bromeliacea
Nesse caso da foto em questão ela esta em processo epifitismo .Ela cresceu sobre outra planta, utilizando troncos e folhas como substrato de fixação: as epífitas (epi= sobre / fito= planta).Plantas nesse processo como a bromélia  em questão não retiram seus nutrientes do solo.

Foto: Juliana Coelho
                                        
Pequizeiro 
 Caryocar brasiliense 
É uma árvore típica do cerrado brasileiro e, com certeza, uma das com maior valor econômico na região, ou seja, com um alto grau de aproveitamento, não só pelos seus frutos, mas pela árvore, como um todo.
A foto em questão mostra   o pequizeiro em processo de floração.


Foto: Juliana Coelho


Fruta-de-lobo
A lobeira ou fruta-de-lobo, (Solanum lycocarpum) pertence à família das Solanaceae .Possuem folhas simples, de consistência firme, densamente recoberta por tricomas, (pelos).É muito frequente em áreas alteradas pelo homem, como beira de estradas, por exemplo.
Seus frutos representam até 50% da dieta alimentar do lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), acreditando-se que tenham ação terapêutica contra o verme-gigante--rins( Dioctophyma renale )  que é muito frequente e geralmente fatal no lobo.

foto : Juliana Coelho/outubro-2012



Aceiro

Corte feito na vegetação para caso houver uma queimada  ela não passar de um lado para  o outro .
A área tem que ser  pelo menos  2 metros de distancia de um ponto ao outro para que esse aceiro minimize esse impacto.

Foto:Juliana Coelho/outubro-2012



Barraginha

Esta barraginha servem principalmente para a contenção das águas durante o período das chuvas, com isto o lençol freático é abastecido e as nascentes permanentes podem ser revitalizadas. Outro objetivo é amenizar a estiagem, mantendo úmido  através do escorrimento da água.

                              Foto:Juliana Coelho/outubro-2012

Líquens (Bioindicadores da boa qualidade do ar)

São associações simbióticas de mutualismo entre fungos e algas, extremamente sensíveis a alterações ambientais
Em muitos casos, o fungo e a alga, que juntos formam o líquen pode ser encontrados cada vida na natureza sem o seu parceiro, mas muitos líquens, incluindo um fungo que não podem sobreviver por conta própria, tornaram-se dependente do seu parceiro de algas para a sobrevivência.

Os líquens proliferam nos substratos mais variados: sobre rochas, solo, casca das árvores e madeira. São seres pioneiros nas rochas nuas, dos solos de florestas queimadas e de escoadas vulcânicas.
Vivem em ambientes onde nem fungos nem as algas se desenvolveriam. Assim, toleram condições climatéricas extremas; podem estar em dessecação completa, durante meses (o líquen desidrata-se e a fotossíntese é interrompida).
Quando há nevoeiro ou chove, o líquen pode absorver água correspondente a mais de dez vezes o seu peso.
Os líquens, apesar de suportarem os rigores ambientais descritos, são muito sensíveis aos agentes poluentes, nomeadamente ao anidrido sulfuroso, o que explica a não ocorrência destes seres vivos nas grandes cidades.

                                                  Foto:  Juliana Coelho/outubro-2012
                          

                                                                Serrapilheira

É uma cobertura que se forma na superfície do solo composta por restos de vegetação, como folhas, arbustoscaules e cascas de frutos em diferentes estágios de decomposição. Fazem parte dela também restos de animais e suas fezes. Esta camada é a principal fonte de nutrientes , enriquecendo o solo
sustentando a vegetação presente nele.

                                                    Foto: Juliana Coelho/outubro/2012




Familia do Zingiberaceae

O lírio-do-brejo (Hedychium coronarium) é uma macrófita aquática da família Zingiberaceae que tem sua origem na região do Himalaia. Foi introduzido no Brasil desde 1987, disseminando-se pelo país e, hoje em dia, considera-se uma espécie exótica invasora causando a redução da população de espécies nativas e perda efetiva da biodiversidade.

Foto: Juliana Coelho/outubro/2012




Ninfas aquáticas de  insetos Náiades

A presença destas ninfas são bioindicadores de qualidade de água.
Essa em questão é possivelmente de uma libélula.

Foto: Juliana Coelho/outubro/2012

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Os Diversos Tipos de Microscopia ! Grupo: Juliana Coelho , Diego e Gilton Mendes


 Microscopia Eletrônica de Varredura 

 
A principal função de qualquer microscópio é tornar visível ao olho humano  o que for muito pequeno para tal. A forma mais antiga e usual é a lupa seguida do microscópio óptico, que ilumina o objeto com luz visível ou luz ultravioleta. O limite máximo de resolução dos microscópios ópticos é estabelecido pelos efeitos de difração devido ao comprimento de onda da radiação incidente. Os microscópios ópticos convencionais ficam,então, limitados a um aumento máximo de 2000 vezes, porque acima deste valor, detalhes menores são imperceptíveis.
Para aumentar a resolução pode-se utilizar uma radiação com comprimento de onda menor que a luz visível como fonte de iluminação do objeto. Além disso, a profundidade de campo é inversamente proporcional aos aumentos, sendo necessário, então, um polimento perfeito da superfície a ser observada, o que às vezes é incompatível com a observação desejada.
 O microscópio eletrônico de varredura (MEV) é um equipamento capaz de produzir imagens de alta ampliação (até 300.000 x) e resolução. As imagens fornecidas pelo MEV possuem um caráter virtual, pois o que é visualizado no monitor do aparelho é a transcodificação da energia emitida pelos elétrons, ao contrário da radiação de luz a qual estamos habitualmente acostumados.
 O princípio de funcionamento do MEV
consiste na emissão de feixes de elétrons por um filamento capilar de tungstênio (eletrodo negativo), mediante a aplicação de uma diferença de potencial que pode variar de 0,5 a 30 KV. Essa variação de voltagem permite a variação da aceleração dos elétrons, e também provoca o aquecimento do filamento. A parte positiva em relação ao filamento do microscópio (eletrodo positivo) atrai fortemente os elétrons gerados, resultando numa aceleração em direção ao eletrodo positivo. A correção do percurso dos feixes é realizada pelas lentes condensadoras que alinham os feixes em direção à abertura da objetiva. A objetiva ajusta o foco dos feixes de elétrons antes dos elétrons atingirem a amostra analisada. Este parelho  pode fornecer rapidamente informações sobre a morfologia e identificação de elementos químicos de uma amostra sólida. Sua utilização é comum em biologia, odontologia, farmácia, engenharia, química, metalurgia, física,medicina e geologia.
Outra característica importante do MEV é a aparência tridimensional da imagem das amostras, resultado direto da grande profundidade de campo. Permite, também, o exame em pequenos aumentos e com grande profundidade de foco, o que é extremamente útil, pois a imagem eletrônica complementa a informação dada pela imagem óptica.
A imagem formada a partir do sinal captado na varredura eletrônica de uma
superfície pode apresentar diferentes características, uma vez que a imagem resulta da amplificação de um sinal obtido de uma interação entre o feixe eletrônico e o material.



elementos celulares do sangue
figura 1 :Fotógrafos Bruce Wetzel/Harry Schaefer Instituto Nacional do Câncer 



MICROSCOPIA DE LUZ

Desde a invenção do microscópio por volta de 1590, houve uma ampliação dos conhecimentos de biologia básica, pesquisa biomédica, diagnósticos médicos e ciência dos materiais. Os microscópios de luz podem ampliar objetos em até 1000 vezes e revelar detalhes mínimos. A tecnologia da microscopia de luz evoluiu muito desde os microscópios de Robert Hooke e Antoni van Leeuwenhoek. Técnicas especiais e ópticas foram desenvolvidas para revelar as estruturas e a bioquímica da vida nas células. Os microscópios entraram na era digital usando dispositivos acoplados de carga acoplada (CCDs) e câmeras digitais para capturar imagens. Apesar disso, os princípios básicos dos modelos mais avançados são muito parecidos com os dos microscópios mais simples usados nas aulas de biologia.

No microscópio de luz, as preparações coradas são examinadas por iluminação que atravessa o espécime. O microscópio é composto por partes mecânicas e ópticas. O componente óptico tem três lentes: condensadora, objetivas e oculares. O condensador concentra a luz de uma lâmpada e projeta um feixe luminoso sobre o espécime. A objetiva recebe a luz que atravessou o espécime e projeta uma imagem aumentada do objeto em direção a ocular, que novamente amplia a imagem e a projeta na retina, em uma tela, em uma câmera fotográfica ou em um detector eletrônico. No caso das imagens projetadas na retina, a ampliação total é calculada multiplicando-se o aumento da objetiva pelo aumento da ocular.



Figura 2. Granuloma laríngeo. Em a e em b observa-se intenso infiltrado de células inflamatórias na lâmina própria bem como proliferação de pequenos vasos (Microscopia de luz, HE- a-40X; b-80X).





O Microscópio Eletrônico de Transmissão (MET)


  O MET possui sistemas de iluminação e vácuo que produz feixes de elétrons de alta energia (energia cinética), que ao incidir sobre uma amostra de tecido ultrafina (na espessura de nanométro*), fornece imagens planas, imensamente ampliadas, possuindo a capacidade de aumento útil de até um milhão de vezes e assim permitindo a visibilização de moléculas orgânicas, como o DNA, RNA, algumas proteínas, etc.  O sistema de vácuo remove o ar e outras moléculas de gás da coluna do microscópio, evitando assim que ocorra erosão do filamento e propiciando a formação de uma imagem com excelente qualidade e contraste.  A imagem é projetada em um anteparo fluorescente, que poderá ser redirecionada para uma chapa fotográfica para registro, ou ainda a imagem pode ser captada por um sistema computadorizado de captação de imagens e armazenada em CD-Rom para futura análise.
        Grande parte dos átomos das estruturas celulares tem baixo número atômico e muito pouco contribui para a formação da imagem.  O emprego de substâncias que contêm átomos pesados, como ósmio, chumbo e urânio permitem obter um contraste entre as estruturas celulares, contribuindo para uma melhor imagem.  Então, por fim, a imagem é também uma resultante da absorção diferenciada de elétrons por diversas regiões da amostra, seja por variação de espessura, seja por interação com átomos de maior ou menor número atômico.

Figura 4. Superfície epitelial do granuloma laríngeo com alargamento das junções intercelulares, alterando a estrutura dos desmossomos (Microscopia eletrônica de transmissão, 1.550X).



Principal aplicabilidade:

  Análises morfológicas, caracterização de precipitados e determinação de parâmetros de rede.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Histologia básica. 11ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008


Grupo: 
Gilton Mendes
Juliana Coelho e 
Diego

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Águas: abundância e escassez

Águas: abundância que pode estar com seus dias contados


Juliana Coelho
Foto1: rio São francisco.
fonte  Juliana Coelho
Quando abrimos a torneira diariamente, na maioria das vezes não pensamos que a água poderá acabar, mas, do jeito que as coisas vão, a água de qualidade no planeta será extremamente escassa.
Se falta água em casa, todo mundo fica de cabelo em pé. Tomar banho? Beber? Lavar a roupa,?E a louça? Cozinhar?E na  Indústria?  Ela é usada diariamente, seja para consumo ou na cadeia produtiva das empresas, tudo precisa de água, a vida no planeta, só foi possível graças a este recurso.

  Essa substancia recobre ¾ da superfície do nosso planeta e constitui também ¾ do nosso organismo.
  Os oceanos, rios, lagos, geleiras, calotas polares, pântanos e alagados cobrem cerca de 354.200 km² da Terra, e ocupam um volume total de 1.386 milhões de km³. Apenas 2,5% desse reservatório, porém, consiste de água doce, fundamental para a nossa sobrevivência, sendo o restante impróprio para o consumo. Além disso, 68,9% da água doce está na forma sólida, em geleiras, calotas polares, etc. As subterrâneas e de outros reservatórios chegam a 30,8%, e a  acessível ao consumo humano, encontrada em rios, lagos e alguns reservatórios subterrâneos, somam apenas 0,3%, ou 100 mil km³. 
  Porém, com tanta abundância, a sua disponibilidade tornou-se limitada pelo comprometimento de sua qualidade.
  Na região metropolitana de São Paulo, metade da água disponível está afetada pelos lixões que não tem qualquer tratamento sanitário. No Rio de Janeiro diminuiu-se a oferta desse recurso para fins de uso doméstico e industrial devido à poluição crescente por esgoto urbano. A Região Norte, que tem a maior reserva de água doce do Brasil, é a que mais contamina os recursos hídricos despejando agrotóxicos, mercúrio dos garimpos e lixo bruto nos rios.

  A população cresce, cresce também a competição entre a demanda de água para uso doméstico e industrial e a demanda para a produção agrícola. Para futuramente a água não ficar totalmente escassa, antes de qualquer outra medida, deve-se adotar o uso responsável para preservar a que temos. Sabendo usá-la muitos problemas já podem ser evitados.
 As medidas são muito simples:

Na cozinha – limpe os restos dos alimentos de pratos e panela, antes de lavá-los. Tampe o ralo e encha a pia com água para deixar a louça de molho e soltar a sujeira. Só use água corrente na hora de enxaguar. Para lavar verduras, frutas, e legumes, coloque os alimentos de molho em uma vasilha com gotas de vinagre ou solução de hipoclorito. Depois, passe-os em água corrente para terminar de limpá-los. Se tiver máquina de lavar pratos, só a ligue quando estiver com toda a sua capacidade preenchida;


Na lavanderia – deixe as roupas de molho antes de lavá-las e use a mesma água para esfregar as roupas com sabão. Só abra a torneira na hora de enxaguá-las. Se tiver máquina de lavar, use-a sempre com a carga máxima. Tome cuidado com o excesso de sabão, para evitar enxágües desnecessários. Se for comprar uma máquina nova de lavar roupas, dê preferência àquelas de abertura frontal, que são mais econômicas que as de abertura superior;



No jardim – Regue as plantas à noite ou de manhã, evitando as perdas de evaporação nas horas mais quentes: molhe a base da planta, o solo e não desperdice água na folhagem. A água de chuva pode ser armazenada para esse uso;



No quintal – evite lavar o carro, mas se for fazê-lo, prefira um balde à mangueira. Reaproveite essa água, desde que isenta de sabão ou outros produtos químicos, para regar as plantas do jardim. Ao limpar a calçada ou áreas impermeabilizadas, use a vassoura para varrer a sujeira e somente água;



Vazamentos – verifique vazamentos no vaso sanitário, jogando cinzas no fundo. Se houver movimento, é porque existe vazamento. Para isso, também vale usar o hidrômetro. Feche as torneiras, desligue os aparelhos que consomem água e deixe abertos os registros nas paredes, os quais alimentam a saída d’água. Anote o numero do hidrômetro depois de algumas horas, para ver se houve alteração. Se houve mudança sem se consumir água, há vazamento;



Reaproveitando a água – a que você usou no enxágüe da louça, pode ser reutilizada para dar descarga nos vasos sanitários ou para lavar o quintal. A de lavagem do carro, utilizando-se balde, serve ou para o jardim ou o quintal. Prefira também as caixas de descarga acopladas nos vasos sanitários a válvulas, pois economizam até 50% de água em cada descarga. Para regar o jardim, a mangueira com esguicho, tipo revólver, é a mais econômica.
O Banco Mundial (BIRD), adotou alguns procedimentos em nível global para melhoria do gerenciamento da água. Eis alguns: ·
  • Incorporar as questões relacionadas com a política e o gerenciamento dos recursos hídricos nas conversações periódicas que mantém com cada país e na formulação estratégica de ajuda aos países onde as questões relacionadas com a água são significativas.
  • Apoiar as medidas para o uso mais eficiente da água. 
  • Dar prioridade à proteção, melhoria e recuperação da qualidade da água e à redução da poluição das águas através de políticas "poluidor-pagador" (quem polui paga, na proporção do dano).
Essas medidas são uma síntese do que pode ser feito, ajudando assim a melhorar um futuro que poderá ser bastante complicado!

Bibliografia


·                                
Dantas, V. Água: sabendo usar não vai faltar. Brasil nuclear. Ano 9, nº 24, jan-mar, 2002.


·                                  
Dantas, V. Do mar para as torneiras. Brasil nuclear. Ano 9, nº. 24, jan-mar, 2002.


·                                  
Dantas, V. A "grande hidrovia". Brasil nuclear. Ano 9, nº. 24, jan-mar, 2002.


·                                  
Guardia, E. – Um mar subterrâneo. Brasil nuclear. Ano 9, nº 24, jan-mar, 2002.


·                                  
Guardia, E. Radiação torna a água mais limpa. Brasil nuclear. Ano 9., nº 24, jan-mar, 2002.


·                                  
Meio Ambiente.: Produção e tecnologias limpas – Informativo da Fundação Carlos Alberto Vazolini. Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica – USP. Ano IX, no. 42, mar.-abr., 2000.


·                                  
Secretaria do meio ambiente. Consumo sustentável. Governo do Estado de São Paulo. Secretaria do Meio Ambiente. Jan. 1998.


·                                  
Secretaria do meio ambiente – Olho d’água – Governo do Estado de São Paulo. Secretaria do Meio Ambiente. Edição especial. Jun. 2001